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Wilson Teixeira, comunicou ontem no seu facebook que ia pedir a demissão de treinador do Bobadelense. Depois de ter conseguido consagrar-se campeão da 1ª Fase do Campeonato da II Divisão Distrital da Associação de Futebol de Lisboa, nada o indicava, mas devido a três resultados negativos da equipa durante a 2ª Fase do mesmo campeonato, e da ocorrência de alguns episódios que aconteceram nas últimas semanas, o ex-concorrente da casa dos segredos abandona a equipa que treinava desde Fevereiro de 2012.

Wilson Teixeira publicou o comunicado na sua página oficial do facebook:

Venho por este meio informar todos os meus simpatizantes e amigos, que a partir desta data deixo de ser treinador da equipa sénior masculina da Associação Desportiva Bobadelense, após ter apresentado a minha demissão à direcção da referida Associação, na sequência dos últimos três resultados negativos da equipa e da ocorrência de alguns episódios que aconteceram nas últimas semanas, demissão essa que após análise e ponderação dos elementos da direcção, foi aceite pelos responsáveis do clube, face às razões por mim apresentadas. 

Tomei esta decisão por uma questão de coerência, por uma questão de ética e por uma questão de princípios. Tomei esta decisão de consciência tranquila e cabeça fria. Não vale a pena invocar publicamente, todas as razões para esta minha tomada de posição, por uma questão de defesa dos interesses da equipa e do grupo. Saio de consciência limpa e tranquila, com o sentimento de dever cumprido e com a razoabilidade de perceber que já não existiam condições para a minha continuidade no clube. 

Ainda poderíamos ser uma mais-valia mas já não estavam reunidas as condições para conseguirmos sê-la e daí esta minha tomada de posição. Quando, há mais de um ano atrás assumi este projecto, muitos disseram que eu seria jovem demais para o assumir e que não duraria mais do que duas semanas no cargo, o que é certo, é que consegui atingir os objectivos que me foram pedidos no meu projecto e estive um ano e dois meses à frente da equipa. 

Foi-me pedido que construísse uma equipa para subir de divisão, que lutasse por essa subida, que desenvolvesse o clube, valorizasse os activos do clube e que desse uma maior dimensão à Associação Desportiva Bobadelense através do meu trabalho. Saio então com a consciência e com o sentimento de dever cumprido, uma vez que quando peguei nesta equipa há um ano atrás, era uma equipa que tinha apenas 7 pontos na tabela classificativa, uma equipa que perdia de forma sistemática, que era humilhada em todos os campos e uma equipa com pouca qualidade ou com poucos activos interessantes. 

Construímos uma equipa ganhadora, com capacidades ímpares, com activos interessantes, actualmente a serem valorizados no mercado futebolístico, fomos campeões da primeira fase do campeonato distrital da segunda divisão da Associação de Futebol de Lisboa, com o melhor ataque, e demos ao Bobadelense uma projecção e dimensão nunca antes vista neste clube. Muito por culpa de alguma sorte que tive, é verdade, mas sorte essa que também procurei. Tenho de dar nesta hora também mérito à minha equipa técnica que na hora desta decisão me acompanha e que estão do meu lado, como sempre.

Um treinador de futebol tem de perceber quando é altura de fechar um ciclo. Sei que hoje fecho uma porta mas tenho a consciência e noção de que, graças ao trabalho que desenvolvi, neste clube, muitas janelas se irão abrir na minha carreira. Pois quem trabalha com a qualidade e a competência que nós trabalhamos, tem sempre de ser valorizado, e felizmente, sabemos que no futebol ainda há muita gente que não é cega e que existe muita gente a dar-nos valor e sei que muito em breve voltaremos ao activo e que seremos sempre uma prioridade para qualquer clube com ambição, organização e qualidade, predicados que modéstia à parte também são inerentes ao nosso trabalho.

Não posso nesta hora de deixar de agradecer a algumas pessoas de uma forma individual e de referir alguns nomes. Ao director desportivo e vice-presidente, António Cardoso, ao presidente Miguel Galla, ao meu amigo e companheiro Pedro Caeiros, à responsável pelo departamento médico Cátia Ramos, à responsável pela rouparia Ana Luís, aos sócios adeptos e simpatizantes do Bobadelense, aos meus amigos que sempre me acompanharam e apoiaram neste projecto, a todas as pessoas que gostam de mim e por ultimo mas não menos importante, a todos os meus atletas que treinei no Bobadelense, por todo o esforço, dedicação, suor, lágrimas, paixão, paciência e amor que entregarão ao projecto que criámos desde Fevereiro de 2012. 

Como já referi saio de consciência limpa e tranquila e quero não guardar mágoa de ninguém. Levo o Bobadelense no meu coração e este clube terá sempre um cantinho especial por tudo o que me proporcionou. Fechou-se um ciclo. Outros virão! 

Obrigado a todos,
Continuamos juntos!

Lisboa, 18 de Abril de 2013
Wilson Teixeira

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casa dos segredos 3 wilson condenado por agressão
Wilson Teixeira, concorrente expulso da 'Casa dos Segredos 3' por agressão a Hélio, jura que não é violento, até porque a violência não leva a nada, mas em entretevista à revista TV 7 Dias desta semana, o treinado garantiu que já cumpriu pena por ter agredido um segurança a soco para proteger o seu irmão de 11 anos que resultou consequentemente na condenação a 180 horas de trabalho comunitário. Apesar de Wilson garantir não ser violento, será que a cabeçada a Hélio e o murro na cara que deu a um segurança há três anos fazem dele uma pessoa agressiva ou protetora de si e dos seus?

Wilson explica à revista que tudo o que se passou a partir da data em que ele, fervoroso adepto do Sporting, se incompatibilizou com o então presidente "leonino", José Eduardo Bettencourt, por causa dos maus resultados e da gestão do clube. "Na fase em que me revoltei contra o presidente passei a ser revistado três e quatro vezes, e não uma vez. Era reprimido porque estava contra os ‘croquetes’, contra o sistema", justifica-se.

As consequências culminaram num dia de jogo, aparentemente calmo, ao qual se deslocou com o irmão, na altura com 11 anos. "Num dia em que fui ao futebol houve um episódio com um segurança do estádio, por causa do que tinha acontecido com o dr. José Eduardo Bettencourt. Eu ia com o meu irmão para o estádio e ele quis impedir-me, mesmo tendo bilhete e tudo legal para entrar. Eu, como é lógico, não percebi e só depois entendi que era uma forma de repressão que a direção estava a exercer contra a minha pessoa", diz.

O ex-residente da 'Casa dos Segredos 3' reagiu e não foi bem-sucedido. "Eles aproveitaram-se de um dia em que eu estava com o meu irmão e um dos seguranças empurrou-o e deu-lhe um murro no peito... a um miúdo com 11 anos! Eu, para o defender, dei-lhe um murro na cara e fui detido e levado para a esquadra", explica. As consequências não se fizeram esperar. "A Polícia acusou-me de resistência sobre o funcionário e fui condenado a 180 horas de trabalho comunitário. Foi há dois, três anos", recorda, desmentindo com estas declarações o seu pai, que afirmou que Wilson não tinha nenhum episódio de violência do género. "O meu pai desmentiu, mas é verdade. Isso não ficou no meu registo criminal."

Apesar de ter sido expulso, uma semana e meia depois da saída, o treinador do Bobadelense diz-se satisfeito com o que tem ouvido. Para trás ficou a relação com a madeirense Petra, a quem chegou a revelar ter sentimentos por si. "Há sentimentos de amor e de amizade, mas os sentimentos que eu sinto por ela são de amizade", ressalva. Quando questionado pela revista, porque razão não os definiu na altura, respondeu: "Na altura não os defini, mas estou a defini-los agora", invoca, acrescentando que não quer nada com ela. "A Petra tem namorado, e o meu coração... eu costumo dizer que é uma pedra de gelo. Não me consigo apaixonar assim por ninguém, muito menos numa 'Casa dos Segredos'. Não tenho um coração de Petra, tenho um de gelo", ri-se, com o trocadilho.

E será que, quando ela sair, irá mudar de ideias relativamente à madeirense? "Preciso de alguém que me dê luta! A Petra não me deu luta da forma que eu gostaria. Gosto de outro tipo de pessoa. De todas, era a que mais se aproximava, mas estava muito longe de ser essa pessoa." Quanto ao sonho que teve na Casa, quando sonhou que Petra ia trair um amigo no programa, o que veio a acontecer quando Petra revelou aos colegas quais os objetivos que o amigo Wilson tinha relativamente a quem achava que devia ser nomeado. 

O treinador garante que este tipo de premonições o tem acompanhado ao longo da vida. "É uma coisa que eu nem sequer falei nos castings. Já previ algumas coisas que aconteceram na vida de pessoas da minha família e de amigos. De vez em quando prevejo situações daquilo que é o meu trabalho enquanto treinador", conta, sem saber explicar o motivo, nem há quanto tempo lhe acontece. "Não sei o porquê disso acontecer, são premonições. As pessoas podem achar isso ridículo, mas eu acredito, por isso partilhei com a Petra... e confirmou- se", conclui quem era tido por muitos como o principal favorito à vitória. Depois da cabeçada, as pazes com o Hélio já foram feitas, tanto que Hélio já foi ter com Wilson ao bar de que este e a irmã, Andreia, são proprietários. "É das poucas pessoas que eu trago como amigo cá para fora", garante o gerente.

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